Massacre na Azambuja põe em xeque a Lei da Caça

Ambientalistas exigem revisão após morte de 540 animais na Herdade da Torre Bela.

27 de dezembro de 2020 às 09:58
Caçadores abateram 540 animais em dois dias, numa montaria que há uma semana chocou o País Foto: Direitos Reservados
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Cinco associações ambientalistas exigiram a revisão urgente da Lei da Caça para "travar novos crimes contra a natureza", depois do "massacre" de 540 veados, gamos e javalis, nos dias 17 e 18, na Herdade da Torre Bela, Azambuja.

As associações admitem que neste episódio foi violada a Lei da Caça, mas apontam "problemas graves" na atual legislação. Apelam por isso ao ministro do Ambiente para que "concretize rapidamente não só a sua decisão de rever a Lei da Caça, mas também de solucionar todos os problemas paralelos, como a quase inexistência de fiscalização". O comunicado conjunto é assinado pela Associação Natureza Portugal, WWF, Liga para a Proteção da Natureza, Quercus e Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.

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As associações avisam que "a lei não explicita sequer quantos animais podem ser mortos por cada caçador numa montaria".

Apontam também "outros problemas graves" da legislação, como a permissão de caçar espécies ameaçadas, como a rola, e a utilização de munições de chumbo, metal altamente tóxico". "Estes e outros problemas precisam de ser corrigidos na lei e as penalizações previstas têm de ser suficientemente pesadas para funcionarem como dissuasores."

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O ministro do Ambiente, Matos Fernandes, defendeu a revisão da lei, nomeadamente o facto de as montarias não terem de ser comunicadas ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas: "É um erro que, para ser corrigido, obriga a uma mudança da lei."

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