Mau tempo duplicou derrocadas de arribas
Registados 25 desmoronamentos, quando a média anual se cifra normalmente em 12.
O mau tempo e o mar agitado fizeram disparar, ao longo dos últimos meses, os desmoronamentos naturais de arribas no Algarve. O número já atingiu mesmo o dobro da média habitualmente registada por ano.
Segundo a Agência Portuguesa do ambiente (APA), ao longo do inverno e durante esta primavera já foram registadas 25 derrocadas em arribas, quando a média anual se cifra normalmente em 12. A zona mais afetada por este tipo de ocorrência situa-se entre Albufeira e Lagos.
Até ao verão, a APA irá ainda realizar demolições preventivas de arribas em risco, de forma a prevenir a ocorrência de acidentes com banhistas. O período em que usualmente se regista o maior número de desmoronamentos é de "dezembro a abril".
Como o tempo se tem mantido instável nas últimas semanas, a entidade explica que "é ainda prematuro estabelecer calendário e distribuição espacial dos locais em que será necessário proceder a derrocadas controladas".
O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, revelou recentemente, no decurso de uma visita ao concelho de Portimão, que está previsto o desmoronamento controlado de cerca de uma dezena de arribas na região.
PORMENORES
Última ocorrência
A última derrocada foi registada no dia 13 de abril, na praia Grande, em Ferragudo (Lagoa). A quantidade de rocha caída foi pequena, mas, por motivos de segurança, foi isolada parte do passadiço existente na praia.
Mil toneladas de rocha
O maior desmoronamento verificado na região aconteceu no final de março, na praia de Vale do Olival, Armação de Pera (Silves). Foram arrastadas para o areal mil toneladas de rocha. Ainda nesse mês, uma outra derrocada, na praia dos Careanos (Portimão), fez cair cerca de 500 toneladas de rocha.
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