Médica omitiu riscos da cirurgia

Enfermeira morreu numa pequena cirurgia aos ovários. Arguida lesionou-lhe artéria aorta.

09 de abril de 2014 às 08:10
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A médica ginecologista que responde pelo crime de homicídio por negligência, de uma enfermeira de 27 anos durante uma pequena cirurgia aos ovários, há três anos, admitiu não se ter apercebido de que tinha perfurado um grande vaso (a artéria aorta) à vítima. A primeira sessão do julgamento foi ontem, no Tribunal de Portimão.

Madlen Yossif, que garantiu ter já feito "mais de 100 operações em ovários", disse ter aconselhado Vera Alves a submeter-se à cirurgia para poder engravidar. Vera sofria de síndrome do ovário poliquístico. Admitiu não ter falado dos riscos, por ela ser "enfermeira e informada". Isso mesmo foi confirmado pelo viúvo.

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Jorge Filipe sublinhou que a médica disse apenas tratar-se de uma operação "simples e rápida". Jorge Filipe recordou ainda quando a médica lhe comunicou a morte de Vera, no Hospital Particular, em Alvor: "Falou em aneurisma, era mentira." O tribunal ouviu ainda o cirurgião que foi chamado para tentar estancar a hemorragia, que considerou ter-se tratado de um "azar", e vários elementos da equipa cirúrgica.

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