Avaliação a médicos de família foi suspensa
Clínicos tinham até 30 de junho para responderem a 27 critérios. No final do ano serão 130 questões.
O inquérito a que os médicos de família teriam de responder e que foi fortemente contestado foi suspenso a 4 de maio. Os clínicos alegavam que a avaliação a que teriam de responder até 30 de junho era “asfixiante pela carga burocrática”. O descontentamento levou a uma redução do número de critérios, de 130 para 27, no primeiro questionário.
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) exigiu a suspensão de processo. A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) rejeitou igualmente a imposição do preenchimento da plataforma E-Qualidade aos médicos de família. “Trata-se de uma decisão inaceitável, que impõe a utilização de critérios desatualizados desde 2019”, referiu a vice-presidente da FNAM, Joana Bordalo e Sá, adiantando: “É uma ferramenta que não vai acrescentar nada”.
Idade quase metade tem 65 anos
A propósito do Dia do Médico de Família, assinalado esta terça-feira, a Ordem dos Médicos divulgou que quase metade (45%) destes profissionais tem mais de 65 anos. E estão concentrados nos distritos de Lisboa (21,6%) e Porto (21,4%).
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