Médicos recusam-se a fazer cirurgias adicionais por receberem menos

Unidade Local de Saúde de Matosinhos é a mais afetada.

10 de julho de 2026 às 10:51
Cirurgias Foto: iStockPhoto
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A nova tabela salarial de trabalho extra está a deixar vários médicos das Unidades Locais de Saúde (ULS) do País descontentes. Os profissionais não concordam com o novo modelo de pagamento de produção adicional, definido na portaria publicada em "Diário da República",  no passado 29 de junho, e, por isso, recusam-se a trabalhar horas extras. Há cirurgias a serem canceladas e outras tantas adiadas, o que leva à sobrelotação das listas de espera ou ao encaminhamento dos utentes para o setor privado.

Além do valor a receber pelos médicos ser mais baixo do que estava estabelecido até ao fim do primeiro semestre do ano, ainda é descontado o valor do material utilizado durante as intervenções cirúrgicas. Ao Jornal de Notícias, a presidente da Federação Nacional dos Médicos, Joana Bordalo e Sá, explicou que "os médicos estão, igualmente, indignados com o facto de passarem a auferir cerca de 10% a menos - nalgumas situações mais do que isso - do que lhes era anteriormente atribuído pela realização de serviços adicionais, montante esse a que é sujeito o referido abate dos materiais".

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Segundo a mesma fonte, a Unidade Local de Saúde de Matosinhos é a mais afetada. A recusa por parte dos médicos anestesistas em serviços extra tem impossibilitado a realização de cirurgias. O Jornal de Notícias refere ainda a ULS de Almada-Seixal, apontado a posição semelhante dos especialistas em ortopedia.

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