Menos de 1% dos fogos deste ano causaram 81% da área ardida
Até 31 de julho registaram-se 44 “grandes incêndios” que resultaram em 43.573 hectares de área ardida.
Menos de 1% dos incêndios registados este ano causaram 81% da área ardida, revelou esta quinta-feira o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, avançando que 42% dos fogos tiveram origem em queimas e queimadas.
O relatório provisório de incêndios rurais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), referente ao período de 01 de janeiro a 31 de julho, dá conta que os fogos com área ardida inferior a um hectare são os mais frequentes este ano, tendo apenas existido cinco "incêndios de maior dimensão" (com área ardida superior ou igual a 1000 hectares).
Os cinco "incêndios de maior dimensão" foram os que deflagraram em julho nos concelhos de Valpaços (13.849), Vouzela (12.804), Guarda (4.889), Chaves (1.215) e Alijó (1.128).
O relatório do ICNF indica também que até 31 de julho registaram-se 44 “grandes incêndios”, que resultaram em 43.573 hectares de área ardida, cerca de 81% do total da área ardida.
O documento, esta quinta-feira divulgado na página do organismo, refere que, entre 01 de janeiro e 31 de julho, registaram-se um total de 5.755 incêndios rurais que resultaram em 53.731 hectares de área ardida, entre povoamentos (24.129), matos (22.724) e agricultura (6.878).
“O ano de 2026 apresenta, até ao dia 31 de julho, o quinto valor mais elevado em número de incêndios e o terceiro valor mais elevado de área ardida desde 2016”, precisa o relatório.
Os anos com área ardida superior foram 2017, com 146.508 hectares, e 2022, com 61.745 hectares, segundo o documento.
O ICNF indica também que 81% dos incêndios registados este ano e responsáveis por 30% da área total ardida foram investigados, sendo as causas mais frequentes queimas e queimadas (42%), fogo posto (16%) e reacendimentos (8%).
O relatório salienta ainda que o maior número de incêndios ocorreu nos distritos de Porto (860), Braga (549) e Viana do Castelo (506), enquanto os mais afetados pela área ardida até julho foram Vila Real com 14.368 hectares e cerca de 27% da área total ardida, seguido de Viseu (8.172 hectares e 15% do total) e de Bragança (8.064 hectares e 15% do total).
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