Ministério da Educação admite nova vaga de matrículas para janeiro e fevereiro
Só nos últimos dez dias foram registados 597 pedidos nos concelho de Almada, Amadora, Cascais, Lisboa, Seixal e Sintra.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação admite que vão "surgir muitos novos pedidos de matrícula, nomeadamente em janeiro e fevereiro". A possibilidade de uma nova vaga de matrículas é avançada após o início do ano escolar ter ficado marcado por perto de mil alunos sem vagas em escolas dos concelhos de Lisboa, Sintra, Amadora e Almada e que acabaram por ser matriculados no espaço de 48 horas.
Só nos últimos dez dias, segundo o ministério, "foram registados 597 pedidos de matrícula para todos os anos de escolaridade em escolas dos concelhos de Almada, Amadora, Cascais, Lisboa, Seixal e Sintra".
Entende o ministério da Educação que "estas situações têm vindo a dificultar a colocação atempada dos alunos". Ontem, na terceira ronda de reuniões foram chamados pela Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE) os diretores das escolas de Odivelas e Barreiro para serem encontradas "soluções para os alunos ainda sem colocação".
Ainda sem vaga na escola da área de residência está uma aluna de 8 anos com paralisia cerebral, cujo sistema manteve matriculada na escola que frequentou no ano anterior no concelho da Maia, a 300 quilómetros de distância de casa. Ao CM, a mãe Ana Caldeira avançou que, entretanto, tinha sido contactada pela Escola Básica do Miradouro de Alfazina, no concelho de Almada onde reside, para ser analisada a situação da filha.
Numa fase mais avançada do processo está o filho de Luís Branco residente no concelho de Torres Vedras e que foi matriculado a 60 quilómetros de distância, na escola que frequentou no último ano em Camarate (Loures).
"Fomos informados que a escola seria em Freiria, a duas horas e 40 minutos de casa em transportes públicos, sendo impossível ir às aulas pelas 8h00", explicou o pai do aluno de 11 anos.
Esta quarta-feira, após a exposição da dificuldade a família foi informada que o aluno seria recolocado na escola Padre Vítor Melícias, a 16 quilómetros de casa. Luís Branco lamenta, contudo, o filho não ficar colocado no Externato Penafirme, o estabelecimento de ensino mais próximo do local onde vivem em A-dos-Cunhados e que tem contrato de associação com o Estado.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt