Ministra garante serviços mínimos se greve no INEM não for suspensa

Declaração foi feita após reunião de três horas e meia entre a tutela da saúde com o INEM e o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar.

26 de agosto de 2026 às 19:28
A ministra da saúde, o INEM e o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar estiveram esta quarta-feira reunidos durante três horas e meia Foto: António Pedro Santos/Lusa
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A ministra da Saúde anunciou esta quarta-feira que serão marcados serviços mínimos se a greve dos técnicos do INEM, marcada para 14 e 28 de setembro, não for suspensa.

Se a greve não for suspensa, "naturalmente que temos que garantir os serviços mínimos", disse Ana Paula Martins aos jornalistas no Ministério da Saúde numa declaração sem direito a perguntas. Por outro lado, a governante frisou que "entendimento com os profissionais de saúde, é um dever de quem governa", algo que o executivo e o INEM "nunca se negarão".

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A ministra, o INEM e o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) estiveram esta quarta-feira reunidos durante três horas e meia, tendo Ana Paula Martins referido que "houve um esforço de aproximação", mas ainda não foi possível chegar a um entendimento.

Segundo a ministra da Saúde, para a semana haverá uma análise mais detalhada das reivindicações do STEPH por parte do presidente do INEM, "não havendo, naturalmente, por agora, qualquer compromisso das partes" em relação ao desfecho da situação.

Em 13 de agosto, o STEPH anunciou dois dias de greve dos técnicos do INEM, a maior classe profissional do instituto, contra medidas de reorganização de meios que têm sido tomadas pelo conselho diretivo, num processo que levou ao extremar de posições nas últimas semanas.

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Em concreto, o sindicato pretende que o INEM desista de transformar as ambulâncias de suporte imediato de vida em veículos ligeiros, alegando que isso retira capacidade de transporte de doentes, e que alargue a rede de ambulâncias de emergência até final de 2027.

O STEPH considera que a reorganização de meios representa uma diminuição da capacidade de socorro, comprometendo a prestação de cuidados de emergência médica pré-hospitalar, uma redução que o INEM tem desmentido por várias vezes, contrapondo com o reforço da resposta que será dada à população.

A última greve do INEM, em 04 de novembro de 2024, coincidiu com uma paralisação da administração pública e registaram-se 12 mortes, três das quais associadas a atrasos no socorro, segundo a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

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