Ministro da Saúde assegura que "não há risco" no tratamento da diabetes por uso de medicamento para emagrecer

Governo não assume nem exclui comparticipação de medicamentos para obesidade.

24 de outubro de 2022 às 13:18
Despesas do SNS disparam devido a novo medicamento para diabetes usado para emagrecer Foto: Getty Images
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O ministro da Saúde assegurou esta segunda-feira que "não existe risco" no tratamento de doentes com diabetes tipo 2 porque existem "alternativas praticamente iguais" ao medicamento que, embora indicado para essa doença, está a ser usado para perda de peso.

"Há dificuldades no abastecimento desse medicamento para a diabetes tipo 2, mas do ponto de vista clínico essa não é uma preocupação porque, felizmente, existem no mercado alternativas praticamente iguais. Não há nenhum risco de descontinuidade do tratamento eficaz dos doentes. Há medicamentos do mesmo grupo terapêutico com graus de eficácia praticamente similares", afirmou Manuel Pizarro.

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O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, disse hoje que o tratamento da obesidade será alvo de um programa integrado com foco na prevenção e evitou comprometer-se com a possibilidade de os fármacos para esta doença virem a ser comparticipados.

No Porto, à margem de uma visita ao Instituto Português de Oncologia (IPO), Manuel Pizarro foi confrontado pelos jornalistas sobre a polémica em torno do uso, para perda de peso, de um medicamento indicado para a diabetes tipo 2 e com os pedidos de associações de doentes para que os fármacos para tratamento da obesidade sejam comparticipados pelo Estado, tendo respondido: "Não excluo [essa possibilidade] nem assumo".

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"Quando, e se for clinicamente indicado, abordaremos esse tema, mas sempre no contexto de um plano integrado para abordar estas matérias", acrescentou.

Manuel Pizarro disse que "o tratamento de excesso de peso e obesidade é muito sério" porque Portugal apresenta "quase 50% da população com excesso de peso ou obesidade e 30% das crianças com excesso de peso ou obesidade", mas frisou que o foco está na prevenção.

"Nas crianças estamos a melhorar. Na população está a ser mais lento. Abordar a questão do excesso de peso e da obesidade é muito mais do que falar de fármacos. Precisamos de um programa integrado para tratar deste assunto e o primeiro alvo é a prevenção. Não estou a excluir a abordagem farmacológica", referiu.

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