Montenegro diz que "estamos no limiar da capacidade possível" para conter as águas do Mondego

"Nós vivemos um tempo de grande exigência, de um desafio extremo, estamos no limiar da capacidade possível para conter estas águas do Rio Mondego", disse.

11 de fevereiro de 2026 às 17:01
Zonas das margens do rio Mondego continuam alagadas Foto: Direitos Reservados
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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu hoje que se está no limiar da capacidade para conter as águas do Rio Mondego mas garantiu que tudo o que pode ser feito está a ser feito, pedindo tranquilidade.

"Nós vivemos um tempo de grande exigência, de um desafio extremo, estamos no limiar da capacidade possível para conter estas águas do Rio Mondego, e, portanto, a palavra é simultaneamente de tranquilidade, porque tudo o que pode ser feito está a ser feito, incluindo a medida preventiva mais extrema que é a evacuação", afirmou.

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O primeiro-ministro participou hoje numa reunião nas instalações da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em Coimbra, que contou com a presença do Presidente da República, a ministra do Ambiente, os secretários de Estado da Proteção Civil e Administração Local, vários autarcas e o presidente da APA.

A ocasião serviu ainda para fazer uma visita à Ponte do Açude, onde Luís Montenegro falou aos jornalistas, logo depois do Presidente da República.

Debaixo de chuva e depois de observar o caudal do Rio Mondego, o primeiro-ministro assegurou que "tudo aquilo que puder ainda ser salvaguardado vai ser salvaguardado".

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"Do ponto de vista da gestão do caudal, do ponto de vista técnico e do ponto de vista da nossa interação com os nossos vizinhos espanhóis, que aliás é uma matéria que vem sendo feita desde o início do mês de janeiro", acrescentou.

Aos jornalistas, o chefe do Governo lembrou que, no dia 29 de janeiro, tinha estado no concelho de Coimbra e já então estavam a ser feitas cheias controladas.

"Estávamos a fazer cheias controladas para termos, nas nossas barragens, maior capacidade de encaixe quando chegassem os dias que chegaram agora de maior exigência", justificou.

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A Câmara Municipal de Coimbra informou, terça-feira à noite, que iria retirar entre 2.800 a 3.000 pessoas das suas casas face a risco de cheia no Mondego.

Na altura, a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, informou que seriam retiradas pessoas de localidades da zona ribeirinha de Torres do Mondego e Ceira (zona de concentração: Casa do Povo de Ceira), da zona de São Martinho do Bispo (Escola Inês de Castro) e Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila (Escola de Taveiro).

Os locais de acolhimento de Coimbra previamente definidos acabaram por receber 160 pessoas durante a noite, que tinham sido retiradas de zonas de risco.

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Às 04:30 de hoje, a escola de Taveiro tinha recebido 22 pessoas, a escola Inês de Castro 43 e o Pavilhão Mário Mexia 95 idosos.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

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As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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