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Marcelo afirma que será feito tudo para atenuar efeitos da subida das águas do Mondego

Presidente da República afirma que os "diques são a grande preocupação de todos".

11 de fevereiro de 2026 às 15:54

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, garantiu esta quarta-feira que vai ser feito tudo o que é necessário e se pode fazer para atenuar os efeitos da subida da água no Rio Mondego, que "está no limiar".

"Tudo o que é necessário fazer e que se pode fazer há de ser feito pelo Estado, pelos autarcas e por aqueles que estão a acompanhar do ponto de vista técnico, desde a gestão das barragens e a tratar das populações", assegurou.

O Presidente da República participou esta quarta-feira numa reunião nas instalações da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em Coimbra, que contou com a presença do primeiro-ministro, a ministra do Ambiente, os secretários de Estado da Proteção Civil e Administração Local, vários autarcas e o presidente da APA.

A ocasião serviu ainda para fazer uma visita à Ponte do Açude, onde Marcelo Rebelo de Sousa constatou a subida do Rio Mondego.

"Estamos no limiar, vai melhorar um pouco, há uma aberta amanhã [quinta-feira] e piora no dia seguinte", afirmou.

De acordo com o Presidente da República, é nesse limiar que a situação está a ser gerida.

"É isso que está a ser feito pela APA, é isso que está a ser feito na gestão das barragens, é isso que está a ser feito na gestão com Espanha", sustentou, apesar de o rio Mondego não passar por território espanhol nem ter qualquer afluente espanhol.

Aos jornalistas reiterou que o que é possível fazer em conjunto - a APA, os presidentes de Câmara, as instituições sociais - está a ser feito com o Estado.

"Está a ser feito numa situação em que estamos mesmo ali no limite. Nós estávamos ali a discutir a situação e enquanto discutimos subiu o nível: estávamos num determinado número e subiu no espaço de uma hora", apontou.

Depois da reunião, a comitiva deslocou-se até à ponte-açude, que está fechada à circulação, onde foi possível observar a força da água do rio Mondego que passa por ali.

Este é um dos pontos importantes para aferir o risco de cheias na bacia do Mondego, com o sistema dimensionado para um máximo de 2.000 metros cúbicos de água por segundo (m3/s), numa altura em que o caudal já ultrapassava essa marca.

A comitiva dirigiu-se de seguida para o Pavilhão Mário Mexia, onde estão 97 idosos retirados de três lares de idosos da freguesia de São Martinho do Bispo, do concelho de Coimbra, numa visita sem acesso à comunicação social (exceção feita às equipas de comunicação do município e do primeiro-ministro).

No final da visita, Marcelo Rebelo de Sousa disse que nunca tinha visto "tantas centenárias" e referiu que as utentes -- a maioria mulheres -- sentiam-se bem e seguras.

O chefe de Estado elogiou também a evacuação preventiva, feita de forma "atempada", congratulando-se ainda com "uma maturidade cívica única" por parte das populações afetadas.

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