Secretário-geral do partido compromete-se a reafirmar os socialistas "como a única alternativa credível para governar Portugal".
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, formalizou esta quarta-feira a sua candidatura a um novo mandato à frente do partido numa carta em que se compromete a reafirmar os socialistas "como a única alternativa credível para governar Portugal".
"Sou candidato a secretário-geral do Partido Socialista porque acredito que é este o momento de reafirmar o PS como a única alternativa credível para governar Portugal, escreve José Luís Carneiro numa carta aos socialistas publicada no 'site' oficial da sua candidatura às diretas do PS, agendadas para 13 e 14 de março.
O líder do PS, cuja recandidatura já tinha sido confirmada em janeiro, avança com "humildade democrática para ir ao encontro das pessoas e saber ouvi-las" e "com capacidade de dar respostas aos seus reais problemas", defendendo "um partido progressista, humanista e moderado, casa comum para os democratas".
O PS, diz, deve ser uma força política "capaz de mobilizar todos para oferecer aos portugueses uma vida melhor e uma nova esperança" e "com soluções concretas para a resolução dos problemas que mais afligem os portugueses, como a saúde a habitação, a valorização das pensões e salários, a qualidade do emprego".
"Um partido que sabe que os extremismos se derrotam com diálogo e tolerância, mas também com verdade e firmeza das convicções e na ação política. Com a resolução efetiva dos problemas das pessoas", acrescenta.
Carneiro assegura querer "continuar a ouvir e dar voz às pessoas" e "criar um ambiente onde cada pessoa se sente reconhecida, valorizada e livre para partilhar a sua experiência", enfatizando que "escutar não é apenas recolher opiniões, mas também compreender necessidades, expectativas e desafios".
O secretário-geral e candidato à liderança do PS apela à participação de todos os militantes "na escolha das prioridades estratégicas para o país e para as diversas regiões" e diz ter a ambição de apresentar um programa política "capaz de corresponder às efetivas necessidades e ambições de pessoas".
"Este é o caminho que quero que façamos juntos e para o qual convoco todos os socialistas, os progressistas, os humanistas e todos os democratas. Conto com cada um de vós. É tempo de dar voz a todos. Porque contamos todos", conclui.
A Comissão Nacional do PS aprovou a 24 de janeiro o agendamento das eleições diretas para o cargo de secretário-geral para 13 e 14 de março e o XXV Congresso Nacional para 27, 28 e 29 de março, em Viseu. O prazo para apresentação de candidaturas a secretário-geral termina a 26 de fevereiro.
Também no dia 24 de janeiro, o presidente do PS afirmou não ter conhecimento de que "exista qualquer outra candidatura a perfilar-se" para concorrer frente a José Luís Carneiro à liderança do PS, acrescentando que o atual secretário-geral é o nome "mais forte" e com mais aceitação.
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