Moradores de Barrada, em Abrantes, lançam abaixo-assinado contra trânsito de pesados

Movimento cívico alerta que o trânsito deste tipo de veículos compromete "a segurança rodoviária e o descanso da população".

30 de julho de 2025 às 17:40
Camião Foto: Getty Images
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Os moradores da localidade de Barrada, no concelho de Abrantes, lançaram um abaixo-assinado a exigir a proibição da circulação de veículos pesados com mais de cinco toneladas na povoação, alegando riscos para a segurança e qualidade de vida.

No abaixo-assinado, a que a Lusa teve acesso, o movimento cívico alerta que o trânsito deste tipo de veículos compromete "a segurança rodoviária, o descanso da população e a integridade do pavimento e das habitações", uma vez que as vias locais não estão preparadas para suportar veículos de grande porte.

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No documento, que vai ser entregue nos próximos dias à autarquia do distrito de Santarém, os signatários exigem a proibição da circulação de veículos com mais de cinco toneladas, com exceção de serviços essenciais, como a recolha de resíduos e transportes locais.

Reivindicam ainda a pavimentação de um troço de cerca de um quilómetro, entre a estrada do cemitério e a estrada municipal 518, junto à Central de Resíduos da Valnor, como alternativa ao atravessamento da povoação.

"Trata-se de um caminho já existente, cuja requalificação permitiria evitar os desníveis acentuados e o atravessamento do núcleo habitacional, garantindo uma solução técnica simples e eficaz", lê-se no abaixo-assinado.

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Segundo os residentes, o aumento deste tipo de veículos de transporte internacional, oriundos de localidades como Bemposta e Ponte de Sor, tem sido impulsionado pelas plataformas de navegação digital (como o Google Maps e o Waze) que indicam a Barrada como o percurso mais curto.

Em declarações à Lusa, Manuel Vitória, morador responsável pelo abaixo-assinado, relatou que o problema "já é antigo", mas agravou-se com o uso deste tipo de aplicações.

"A rua é tão estreita que só cabe mesmo o camião. Um dia, um condutor parou e perguntou se a rua tinha saída, porque estava com medo de seguir. Isto é um risco grande para a população que mora aqui", afirmou, sublinhando que há residentes idosos, com dificuldades visuais e auditivas, o que aumenta o perigo.

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Ainda segundo Manuel Vitória, o documento conta para já com 20 assinaturas, número que "poderá aumentar nos próximos dias", esperando-se uma "resposta célere por parte da Câmara Municipal de Abrantes".

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