Moradores revoltados com instalação de lixeira em Loulé

População preocupada com cheiro da triagem de resíduos.

17 de dezembro de 2021 às 09:38
armazéns, empresa, lixeira, Loulé Foto: Vânia Martins
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Os habitantes das freguesias de Boliqueime e de São Sebastião, no concelho de Loulé, estão descontentes com o projeto que prevê a instalação de uma unidade de triagem de resíduos indiferenciados, em Matos da Picota.

A empresa Blueotter - Circular quer transferir a atividade da instalações da CP, em Boliqueime, para um espaço tecnologicamente mais desenvolvido e de maiores dimensões.

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“Todos os cheiros inerentes a uma lixeira destas - porque lixo é lixo e não cheira a rosas - poderá influenciar qualquer zona, devido aos ventos predominantes, a 5 ou 10 quilómetros” refere ao CM Miguel Coelho, da Associação de Moradores dos Amigos da Picota de Loulé. Analídio Ponte, presidente da Junta de São Sebastião, considera que o centro “não serve de forma nenhuma as populações, que já são afetadas pelo pó das pedreiras existentes”.

O licenciamento da atividade é da competência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Algarve, que já pediu que o projeto fosse apreciado pela Câmara de Loulé, Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e EDP.

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Terreno com 4,4 hectares de área

A área industrial onde a empresa Blueotter - Circular pretende instalar-se tem cerca de 4,4 hectares e fica muito próxima de uma urbanização e a cerca de 400 metros da Escola Primária do Gilfrazino, em Matos da Picota. As instalações estão desativadas há vários anos após o grupo empresarial Barrabrita/Manuel Joaquim Pinto ter declarado falência.

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