Morto nas urgências de Almada

Bastonário da Ordem dos Médicos vai denunciar mais casos à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde.

13 de janeiro de 2015 às 08:15
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Um homem com cerca de 60 anos morreu neste domingo, no serviço de urgência do Hospital Garcia de Orta, em Almada, à espera de ser visto por um médico após a realização da triagem. Esta é já a quinta morte verificada nas urgências dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde em três semanas por alegada falta de atendimento.

José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos, revelou ontem ao CM que vai denunciar à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde mais óbitos por falta de assistência médica: "Isto só acontece pela falta de profissionais nas urgências."

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O homem, segundo fonte do CM, esteve três horas à espera para ser visto por um médico, após ter recebido a pulseira amarela na triagem. A situação agravou-se e um enfermeiro, que passou pelo homem, ainda procurou reanimá-lo. Acabou, segundo apurou o CM, por morrer com um enfarte maciço, com rutura do músculo cardíaco. O hospital, ao CM, diz estar a averiguar a situação.

Os atrasos fizeram-se ontem sentir no Hospital de Santarém, com esperas de quase uma hora só para a triagem, doentes com pulseira amarela que aguardam entre seis e sete horas para serem vistos por um médico e dezenas de ambulâncias retidas à espera de macas.

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