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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Estagiários tratam doentes

Hospitais recorrem aos médicos internos, acabados de sair das faculdades, para assegurar o atendimento nas Urgências.

20 de janeiro de 2015 às 08:30

Os médicos internos, em formação da especialidade, estão a assegurar os atendimentos nos Serviços de Urgência hospitalares. Esta é uma solução encontrada pelos hospitais para dar resposta aos picos de afluência às Urgências, mas é também um dos motivos que leva ao atraso dos diagnósticos.

Fontes ouvidas pelo CM afirmam que a demora nas Urgências deve-se à falta de experiência dos jovens clínicos, que têm de esperar que um médico com mais experiência esteja disponível para avaliar os casos clínicos. Os internos do 1º e 2º anos veem os doentes com pulseiras azul e verde (menos urgentes), e os internos dos 3º e 4º anos veem os que têm pulseira amarela.

O secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde, Leal da Costa, afirmou ontem que as sete mortes que ocorreram nas Urgências desde o Natal "estão a ser investigadas e, se for o caso, serão apuradas as responsabilidades".

O caso mais recente foi o de uma idosa, de 89 anos, que morreu no Hospital Garcia de Orta (Almada) no sábado, depois de esperar nove horas para ser atendida.

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