Mortos por Covid-19 na península de Setúbal cremados no Ribatejo devido a falta de disponibilidade

Espera para cremação é de oito dias e poderá aumentar em breve.

29 de janeiro de 2021 às 08:42
Crematório de Almeirim é uma das estruturas da região cuja procura aumentou Foto: João Nuno Pepino
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O elevado número de mortos em Portugal nas últimas semanas, devido ao aumento de óbitos por Covid-19, está a obrigar a mudar os locais dos funerais. Vários cadáveres da península de Setúbal estão a ser levados para crematórios do Ribatejo (Santarém, Almeirim e Entroncamento), mais recentes e com mais disponibilidade do que os espaços na região setubalense. "Atualmente já há 8 dias de espera para a cremação e se o número de mortos não achatar nos próximos dias, a demora vai aumentar", alerta Carlos Almeida, presidente da Associação Nacional de Empresas Lutuosas. Ao CM, o responsável pela associação que congrega 1300 funerárias de todo o País, dá o exemplo do que acontece na cidade de Lisboa, onde até há duas semanas o tempo médio de espera era de 72 horas e agora está em seis dias. Outro exemplo é o da Amadora, onde a prioridade para os enterros ou cremações são os mortos em lares ou em casa. "Quem morre no hospital tem de ficar à espera e nem os maiores hospitais têm essa capacidade em câmaras de frio para preservar os cadáveres", frisa.

Quem acaba por sofrer são as famílias e Carlos Almeida deixa um alerta: "É preciso que as pessoas percebam que é necessário simplificar as cerimónias. Um funeral é um puzzle o cemitério é a peça mais difícil do puzzle."

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Alemanha fecha as portas a Portugal

Viajantes de Portugal, Reino Unido, África do Sul e Brasil vão ser impedidos de entrar na Alemanha, confirmou esta quinta-feira o ministro do Interior do Governo de Berlim, Horst Seehofer. A lista de quatro países pode vir a ser alargada nas próximas semanas.

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Doença de notificação obrigatória no país

A Covid-19 passou a integrar a lista de doenças de notificação obrigatória em Portugal, segundo despacho publicado esta quinta-feira em ‘Diário da República’. Ao todo, fazem parte desta lista 65 doenças.

Universidade de Aveiro cria teste de saliva

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A Universidade de Aveiro, em colaboração com vários hospitais, está a desenvolver um teste de saliva ultrassensível para o novo coronavírus, para substituir a zaragatoa na colheita de amostras.

Pescador português morre em França

Um pescador português, de 48 anos, morreu em La Rochelle. Sofreu uma paragem cardíaca na sequência de complicações devido à Covid-19. Trabalhava no ‘Ronsard’ e esteve 3 semanas no mar.

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ASAE apreende máscaras

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