MP deixa ex-patrão de Sócrates pagar 500 mil euros para conseguir suspensão provisória do processo ‘Máfia do Sangue’
Ivo Rosa não fixou data para a decisão instrutória. Advogados serão depois notificados.
O Ministério Público admitiu, esta segunda-feira, em tribunal não se opor a que o ex-administrador da farmacêutica Octapharma, Paulo Lalanda e Castro, pague meio milhão de euros para obter a suspensão provisória do processo ‘Máfia do Sangue’. No total, cinco dos sete arguidos acusados pelo MP requereram ao juiz Ivo Rosa a suspensão provisória do processo, para evitar ir a julgamento.
Chamada a pronunciar-se, a procuradora do MP opôs-se relativamente aos arguidos Luís Cunha Ribeiro e Manuela Carvalho. Mas, relativamente a Lalanda e Castro, deixou em aberto essa possibilidade, caso o ex-patrão de José Sócrates seja pronunciado por crimes de corrupção e recebimento indevido de vantagens, cuja moldura penal abstrata não ultrapasse os cinco anos de prisão.
Ivo Rosa não fixou data para a decisão instrutória. Advogados serão depois notificados.
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