Na pequena ilha do Baixo Mondego de Ereira faz-se "figas" contra risco de cheias
Em 2001, fortes cheias afetaram população de Ereira, Montemor-o-Velho (Coimbra). Os moradores relembram um "cenário de guerra".
A "fazer figas" para que o nível da água do Rio Mondego não suba muito mais, depois de já ter transbordado, a população de Ereira, Montemor-o-Velho (Coimbra), assiste esta quarta-feira com calma à situação, lembrando as cheias de 2001.
"Em 2001, como houve alguma coisa que partiu [no controlo da água do Rio Mondego], não sei bem aonde, encheu toda esta parte aqui. Isto era um cenário de guerra. Nesta altura, não é um cenário de guerra. Está tudo calmo e toda a gente está a fazer figas para que não se parta nada, para que isto siga lentamente. Acho que ainda aguenta muita água até chegar às casas", afirma Manuel Rodrigues, de 65 anos, que mora a 100 metros do centro da freguesia de Ereira.
Junto à capela de Ereira, onde há um azulejo a marcar até onde as águas do Mondego chegaram nas cheias de 2001, moradores, bombeiros e proteção civil concentram-se no centro da freguesia, de onde assistem a subida do nível da água do Rio Mondego, com a estrada de acesso já alagada. A zona da praia fluvial, com um campo de futebol ao lado, está já submersa. O areal foi ocupado por barcos que facilitam a deslocação entre as duas margens.
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