Nobel da Medicina distingue três investigadores por travar hepatite C

Dois médicos americanos e um britânico identificaram vírus que causa a doença e abriram caminho para os medicamentos que a curam.

06 de outubro de 2020 às 08:26
Comité do Nobel lembra que a descoberta ajudou a salvar “milhões de vidas” Foto: Claudio Bresciani/Pool
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Foi o primeiro Nobel a ser anunciado neste ano e distinguiu os três investigadores que descobriram o vírus da hepatite C, abrindo caminho para a cura desta doença que até 1989 nem sequer tinha nome.

Os cientistas norte-americanos Harvey J. Alter e Charles M. Rice e o britânico Michael Houghton, esta segunda-feira anunciados como vencedores do galardão de Medicina, vão receber cerca de 319 mil euros cada, mas foram apanhados desprevenidos.

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O secretário-geral da Assembleia do Nobel não conseguiu contactar Michael Houghton, e só apanhou Alter e Rice depois de vários telefonemas sem resposta. Os médicos veem assim reconhecido o seu contributo para o controlo de uma doença passível de conduzir à cirrose, à insuficiência hepática e ao cancro mas que, atualmente, pode ser tratada com medicação que garante uma taxa de cura superior a 95%. Ao ponto de se falar já da erradicação da hepatite C a nível global. "Fazer uma transfusão sanguínea era como jogar à roleta russa", lembrou o comité do Nobel, acrescentando que os galardoados ajudaram a salvar "milhões de vidas".

Segundo os cálculos da Organização Mundial da Saúde, a hepatite C chegou a afetar 150 milhões de pessoas no Mundo e ainda é responsável pela morte de 400 mil doentes por ano. Em Portugal, estima-se que já foram tratadas mais de 25 mil pessoas e que haverá mais 40 mil infetadas.

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