Novo aeroporto Luís de Camões custará entre 7,9 e 8,9 mil milhões de euros e deverá abrir em 2035
Construção deverá começar em 2029 e ficar concluída até 2033.
O novo Aeroporto Luís de Camões deverá representar um investimento entre 7,9 mil milhões e 8,9 mil milhões de euros, a preços de 2024, segundo o relatório técnico divulgado esta quarta-feira.
O intervalo agora apresentado atualiza a estimativa avançada pela ANA em 2025 no relatório preliminar, que apontava para um investimento de 8,5 mil milhões de euros.
A construção deverá começar em 2029 e ficar concluída até 2033, de acordo com o calendário que acompanha os documentos.
Após os trabalhos de testes e certificação, a abertura do novo aeroporto está prevista a partir de 2035, antecipando também o prazo anteriormente previsto que apontado para meados de 2037.
"O relatório técnico permite-nos avaliar com um pouco mais de precisão os faseamentos da realização das obras, a duração e identificar melhor a faixa de custos de construção do projeto", afirmou o presidente da comissão executiva da ANA, Thierry Ligonnière.
A construção deverá começar em 2029 e ficar concluída até 2033, de acordo com o calendário que acompanha os documentos. Após os trabalhos de testes e certificação, a abertura do novo aeroporto está prevista a partir de 2035, antecipando o prazo anteriormente indicado, que apontava para meados de 2037.
O presidente do conselho de administração da ANA, José Luís Arnaut, considerou que a entrega do relatório testemunha "muito trabalho, mesmo muito trabalho silencioso", desenvolvido nos últimos meses e representa uma prova do compromisso da concessionária com a decisão do Governo sobre o novo aeroporto.
Thierry Ligonnière salientou também que o documento foi entregue ao Governo "dentro dos prazos previstos no contrato de concessão, ao dia exato", e constitui o terceiro relatório apresentado no âmbito do processo, depois do relatório inicial e do documento relativo à consulta das partes interessadas.
O documento permite avançar para os estudos prévios, também designados por 'basic design', e para o aprofundamento arquitetónico do projeto.
Com capacidade prevista para 56 milhões de passageiros por ano na abertura, a nova infraestrutura deverá poder desenvolver-se até aos 85 milhões de passageiros anuais.
O projeto prevê duas pistas na fase inicial, 64 portas de embarque, 72 pontes de embarque em contacto e um terminal de passageiros com cerca de 500 mil metros quadrados.
"Sonhámos durante 50 anos com um novo aeroporto e hoje estamos a cumpri-lo", afirmou o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
Este é o terceiro documento entregue pela concessionária no âmbito da preparação da candidatura ao Aeroporto Luís de Camões, depois do relatório de consultas, apresentado em julho de 2025, e do relatório preliminar do estudo ambiental, entregue em janeiro deste ano.
A ANA prevê ainda entregar até ao final de julho à Agência Portuguesa do Ambiente o Estudo de Impacto Ambiental, com quase cinco mil páginas.
De acordo com o calendário estabelecido, a concessionário deverá apresentar depois o relatório financeiro em 17 de janeiro de 2027 e concluir a candidatura ao novo aeroporto em janeiro de 2028.
A concessionária prevê financiar o projeto em cerca de sete mil milhões de euros através da emissão de dívida e propõe um aumento progressivo das taxas aeroportuárias no Aeroporto Humberto Delgado entre 2026 e 2030.
No relatório preliminar, a ANA propôs também o prolongamento por mais 30 anos do contrato de concessão aeroportuária, até 2092, para assegurar o reembolso do investimento e a sustentabilidade económica da concessão, sem apoio financeiro público.
O contrato de concessão atualmente em vigor foi assinado em 2012 com a francesa Vinci por um período de 50 anos.
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