Ocupadas 529 camas de cuidados intensivos com doentes Covid. Aumento coloca em risco outros doentes
País pode expandir camas até às 1000 sob prejuízo de não poder dar assistência a pacientes com outras patologias.
Portugal contabiliza este sábado 529 camas de cuidados intensivos com doentes Covid-19. O número é um novo recorde e preocupa as autoridades de saúde por colocar em causa a assistência médica a doentes com outras patologias.
"No final deste mês abrirão mais 28 camas no centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, e abrirão mais 11 camas no Hospital Fernando da Fonseca. À data de ontem (terça-feira, dia 24) havia 498 internados em UCI e a capacidade que tínhamos para acolher doentes covid podia ir numa primeira fase até às 589 camas", revelava Marta Temido numa entrevista ao Público/Renascença.
A ministra da saúde afirmava que após ultrapassada esta marca - as 589 camas - se podia expandir até às cerca de mil camas. Temido alertou no entanto que essa expansão traz "prejuízo de outra atividade assistencial".
"É isso que nos preocupa", concluía a ministra.
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