Oito mortes por atrasos do INEM. Seis em dia com mais de 4400 chamadas atendidas

Registo de oito mortes devido ao atraso no atendimento e no socorro de emergência desde 31 de outubro. Na 2.ª feira, os Centros de Orientação de Doentes Urgentes atenderam 4417 chamadas.

08 de novembro de 2024 às 01:30
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Oito pessoas morreram desde 31 de outubro por atraso no socorro de emergência, devido à greve às horas extras dos técnicos de emergência. Na segunda-feira, dia em que mais de 1800 das 4417 chamadas atendidas pelos CODU não tiveram acionamento de meios (não urgentes), morreram seis pessoas.

A juntar aos casos de Almada (investigado pelo Ministério Público), Castelo de Vide, Cacela e Vendas Novas, já noticiados, houve mais dois: em Pombal, um homem de 53 anos sentiu-se mal e ligou para o 112. Sem resposta, pediu à mulher que o levasse ao hospital, mas a meio do caminho, tiveram de pedir ajuda a outros condutores. Foram chamados os bombeiros de Pombal, que iniciaram manobras de suporte básico de vida. Só 25 minutos depois chegou a SIV de Pombal, que acionou a VMER de Leiria, mas já não chegou a tempo.

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O outro caso aconteceu em Ansião: um homem de 95 anos caiu na cozinha. Os bombeiros foram ao local. “O 112 estava com 28 minutos de espera, iniciámos o suporte básico de vida e fomos atendidos ao fim de 35 minutos”, diz José Antunes, comandante dos bombeiros de Ansião. A SIV e a VMER chegaram pouco depois, mas em vão. O INEM confirmou que em Cacela a chamada para o CODU “não foi imediatamente atendida”. O CODU “realizou 4 tentativas de contacto com o local, mas sem sucesso” por as chamadas não terem sido “atendidas”. 

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