Orçamento de 2,7 milhões para celebrar 40 anos de Europa

Capital terá mais de 40 iniciativas no mês de junho para festejar, com destaque para as marchas populares, muitos arraiais e concertos ao ar livre.

23 de maio de 2026 às 01:30
Carlos Moedas e Matias Damásio dançam enquanto Toy canta
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As Festas de Lisboa foram apresentadas esta sexta-feira com um espetáculo na Praça do Município em que atuaram artistas como Toy e Matias Damásio, músico angolano que irá também encerrar as festas no dia 26 de junho junto à Torre de Belém, juntamente com Rita Guerra, Ivandro e Héber Marques. ‘Somos Lisboa, Somos Europa’ é o tema deste ano das marchas populares, numa altura em que se celebra os 40 anos da entrada na Comunidade Económica Europeia (CEE). As marchas populares, no dia 12 de junho na Avenida da Liberdade, serão um dos pontos altos das festas, este ano com a novidade de todas as 20 marchas irem cantar a música “A Europa em Lisboa”, de José Quintela e João Filipe – a composição vencedora dum concurso. Centenas de integrantes das marchas animaram esta apresentação com os tradicionais gritos de ié, ié, ié, e os 16 noivos de Santo António também marcaram presença. No total, haverá mais de 40 iniciativas, a maioria gratuitas, como arraiais, exposições, cinema, gastronomia, teatro, literatura e também muita música, com artistas como Pedro Moutinho, Sofia Hoffmann e Gisela João, entre outros.

O orçamento das festas subiu. “Há um incremento orçamental, mais que não seja devido à inflação, com 2,7 milhões de euros”, disse ao CM Pedro Moreira, presidente da EGEAC Lisboa Cultura, empresa municipal que organiza as festas. “Este é o ano da internacionalização das festas de Lisboa e destaco o concerto da Orquestra Gulbenkian no dia 21 de junho, no solstício de verão, com transmissão em vários canais internacionais”, afirmou. Na plateia, duas dezenas de trabalhadores da EGEAC, num protesto silencioso, envergaram camisolas a exigir aumentos acima da inflação. “Estamos há cinco anos sem valorização salarial e não falta dinheiro para outras coisas”, disse ao CM Luís Dias, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa.

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