Ordem diz que é preciso integrar no SNS farmacêuticos que terminam especialidade

Mais de 150 farmacêuticos iniciaram um novo ciclo do percurso formativo estruturado de quatro anos.

07 de janeiro de 2026 às 08:26
Enfermeiros, farmacêuticos, vacinação Foto: André Guerreiro
Partilhar

A Ordem dos Farmacêuticos alertou esta quarta-feira para a necessidade de definir os modelos de integração no Serviço Nacional de Saúde (SNS) dos profissionais que vão concluir a residência farmacêutica, que confere uma especialidade.

Em comunicado, a OF lembra que o programa da residência farmacêutica, que visa conferir a estes profissionais a especialidade em Análises Clínicas, Farmácia Hospitalar ou Genética Humana, tem registado uma elevada procura, com o número de candidatos a superar as vagas disponibilizadas pelas instituições de saúde com idoneidade formativa.

Pub

A residência farmacêutica, que arrancou em 2023, é um percurso formativo estruturado de quatro anos, constituído por formação teórica e prática.

Mais de 150 farmacêuticos iniciaram, no início de janeiro, um novo ciclo da residência farmacêutica, juntando-se aos mais de 400 colegas que se encontram nos restantes anos de formação.

Com a aproximação da conclusão da formação dos primeiros farmacêuticos especialistas, este ano, a OF insiste na necessidade de definir, de forma atempada, os modelos de integração destes profissionais no sistema de saúde, nomeadamente, na Carreira Farmacêutica do SNS.

Pub

Atualmente, cerca de 500 farmacêuticos estão a realizar a residência farmacêutica, distribuídos pelos quatro anos da residência: cerca de 400 em Farmácia Hospitalar, 100 em Análises Clínicas e 20 em Genética Humana.

O novo ciclo é assinalado esta quarta-feira na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, numa sessão que conta com a presença do bastonário da OF, Helder Mota Filipe, e dos presidentes do Conselho Diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), André Trindade, e da Comissão Nacional da Residência Farmacêutica, Armando Alcobia.

Citado no comunicado, o bastonário considera fundamental assegurar a capacidade do SNS para acolher novos recursos humanos "altamente qualificados", que vão "ajudar a ultrapassar os

Pub

problemas estruturais que existem nas unidades de saúde do país", após um ciclo formativo de quatro anos que representa "um investimento significativo", quer para os profissionais, quer para o próprio SNS.

A OF tem acompanhado de forma próxima o desenvolvimento da residência farmacêutica e reafirma a sua disponibilidade para colaborar com as entidades competentes no acompanhamento deste processo, contribuindo para soluções que reforcem a sustentabilidade do SNS e assegurem a valorização dos farmacêuticos especialistas, em prol da qualidade dos cuidados de saúde prestados aos cidadãos.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar