Pais da bebé Matilde mantêm donativos na conta solidária
Mais de 2,5 milhões de euros em doações continuam no banco.
"Meus queridos, os donativos continuam na conta da Matilde", lê-se na publicação assinada por Carla Martins e Miguel Sande, pais de Matilde, a criança de apenas quatro meses que luta contra a forma mais grave de Atrofia Muscular Espinhal (AME), deixada durante a madrugada de quarta-feira, na página de Facebook ‘Matilde, uma bebé especial’.
A conta atingiu mais de 2,5 milhões de euros em donativos. O montante destinava-se à compra do medicamento Zolgensma, posteriormente comparticipado pelo Estado, e administrado na terça-feira a duas bebés: Matilde e Natália.
"Esta conta foi aprovada pelo MAI [Ministério da Administração Interna] e a sua utilização é monitorizada", asseguram os pais de Matilde, na publicação em que garantem, "em sofrimento", ter iniciado contactos com outras mães, tendo em vista o apoio de "outros bebés e crianças, também especiais, com diferentes doenças".
"Aguardamos confirmação para avançar com ajudas a duas famílias", explicam, sublinhando a particularidade do apoio prestado a cada criança. "Nunca demos as escolher entre as necessidades (terapias e equipamentos), não se trata de ajudar mais ou menos ninguém, são as mães que nos dizem o que precisam", defendem. O apoio vai avançar junto de crianças com AME do tipo II.
Natália e Matilde já tiveram alta e estão a recuperar em casa
Matilde Sande, de 4 meses, e Natália Silva, de 11, que na terça-feira receberam tratamento com o ‘medicamento milagre’, tiveram esta quarta-feira alta médica, após o almoço, encontrando-se a recuperar em casa e a reagir positivamente. Ao CM, Andrea Silva, mãe de Natália, confidencia que a criança "está a reagir bem". No Facebook, os pais da bebé Matilde assumem a voz da criança: "Estou bem disposta", adiantam.
Conta encerrada não aceita transferências
Ao CM, a Secretaria Geral da Administração Interna esclarece que autorizou "a angariação de receitas", luz verde que teve em conta "os relatórios médicos comprovativos da doença da criança" e "insuficiência económica" dos pais de Matilde. "Em termos de fiscalização existe comunicação da CGD [Caixa Geral de Depósitos] do encerramento da conta e do saldo da mesma". Esta quarta-feira já não era possível transferir dinheiro para a conta.
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