Pandemia diminui rastreios e casos novos de diabetes
Foram registados acima de 60 mil novos casos de diabetes anualmente, exceto em 2020.
O relatório da DGS refere que, no triénio 2018-2020, foram registados acima de 60 mil novos casos de diabetes anualmente, exceto em 2020, “que registou apenas cerca de mais 51 000”.Um dos projetos financiados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), da Associação Para o Planeamento da Família, pretendeu promover as competências parentais em 55 mulheres ciganas com gravidezes em idade precoce. Todas frequentaram cursos de preparação para o parto, apesar de uma "enorme resistência" relativamente à participação nas sessões, sublinha a Autoridade Nacional de Saúde, no Relatório de Atividades do ano passado.
O ano da pandemia levou à diminuição dos rastreios de várias doenças. No caso do Rastreio de Retinopatia Diabética (RRD), este foi realizado em 39 dos 54 agrupamentos de centros de saúde/unidades locais de saúde, cobrindo 72% do território continental.
Mais de 102 mil diabéticos realizaram o rastreio, e mais de 5100 tiveram resultado positivo, tendo sido encaminhados para consulta de Oftalmologia. “
A pandemia pela Covid-19 provocou quebras significativas no RRD, desde logo, com a interrupção do mesmo entre março e junho de 2020, sendo que alguns ACES [Agrupamentos de Centros de Saúde] só em 2021 retomaram este rastreio”, refere a Autoridade de Saúde Nacional.
O mesmo aconteceu no Rastreio do Pé Diabético, em que houve uma diminuição para 58,9% de pessoas com avaliação do pé, na sequência dos constrangimentos causados pela crise pandémica.
No ano passado, havia 3537 utentes (mais 15% face a 2019) em tratamento com Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina (PSCI), o qual “permite um melhor controlo glicémico, com menos hipoglicemias e melhor qualidade de vida”. Em muitos casos, o acompanhamento dos doentes foi feito com recurso à teleconsulta.
Especial atenção a gravidez de jovens mulheres ciganas
Um dos projetos financiados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), da Associação Para o Planeamento da Família, pretendeu promover as competências parentais em 55 mulheres ciganas com gravidezes em idade precoce. Todas frequentaram cursos de preparação para o parto, apesar de uma "enorme resistência" relativamente à participação nas sessões, sublinha a Autoridade Nacional de Saúde, no Relatório de Atividades do ano passado.
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