Pessoas surdas estão sem acesso direto ao 112 há quase cinco anos
Governo reconhece ter conhecimento da situação e garante estar a reanalisar o tema para encontrar uma solução.
A linha que permitiu a pessoas surdas pedir socorro por videochamada (aplicação MAI 112) deixou de funcionar em dezembro de 2021, deixando a comunidade surda sem uma solução autónoma e acessível em Língua Gestual Portuguesa (LGP), noticia esta quinta-feira o Jornal de Notícias.
Na prática, uma pessoa surda não consegue contactar o 112 diretamente, tendo de recorrer a intermediários (familiares ou vizinhos) ou enviar mensagens escritas que não garantem a mesma rapidez nem autonomia.
A Associação Portuguesa de Deficientes (APD) e a Associação de Famílias e Amigos dos Surdos (AFAS) denunciam a falta de autonomia e criticam a ausência de uma alternativa direta e permanente apontando para o risco em situações graves como AVC's, crises respiratórias ou agressões.
Questionado pelo Jornal de Notícias, o ministério da Administração Interna reconheceu ter conhecimento da situação e garantiu estar a reanalisar o tema para encontrar uma solução (nomeadamente baseada no Next Generation 112). Por sua vez, a Provedoria de Justiça adiantou que está a recolher informações sobre o assunto.
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