Podemos comer carne de cavalo não apta para consumo?
Tire as suas dúvidas.
Três pessoas foram detidas por tentar vender nove cavalos portugueses para serem consumidos por humanos apesar de não estarem aptos para esse fim, foi anunciado esta segunda-feira. A Guardia Civil Espanhola capturou os animais ainda vivos em Saragoça: os documentos de identificação são portugueses, mas apresentam "uma série de irregularidades". Mas... será que faz mal comer carne de cavalo que não está apta para consumo?
Os animais que são criados para, eventualmente, serem consumidos são seguidos por veterinários desde o início da criação e passam por rigorosos testes de qualidade que asseguram que não apresentam riscos para os humanos. Já os animais que não nascem nem se desenvolvem com este fim, realizam outros testes e não passam por controlos dirigidos para o consumo humano.
Apesar destas diferenças, consumir carne de cavalo que não tem como destino o consumo humano não é altamente prejudicial para a saúde. Mas qual é o maior risco?
O problema prende-se com o facto de ao animal ter sido administrado algum medicamento que seja prejudicial ao ser humano. Em caso de ter tomado fenilbutazona, um anti-inflamatório para tratar artrites, bem como pesticidas e fungicidas, a carne não poderá ser consumido por determinação europeia.
Para ter efeitos nefastos, seria, contudo, necessário que o cavalo tivesse tomado grandes quantidades de medicação e durante um prolongado período de tempo.
E que diferenças existem entre um cavalo para consumo e outro que não tem este fim?
A carne em si é igual: a única diferença são os testes a que os dois animais são sujeitos. Os cavalos que não se destinam a consumo humano não passam por um controlo rigoroso de qualidade e segurança, pelo que um cavalo que não tem esse fim pode passar a ter, desde que se cumpram os requisitos de segurança e qualidade.
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