Primeira 'bebé-proveta': "Nunca desistam"

Louise Brown comemora 37 anos.

24 de julho de 2015 às 08:10
Louise Brown, bebé-proveta Foto: Lusa
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Louise Brown, a primeira 'bebé-proveta' do mundo, que sábado completa 37 anos, reconhece que não foi fácil crescer debaixo dos holofotes, mas acredita que valeu a pena e, aos casais que precisam da ciência para engravidar, aconselha: "Nunca desistam".

Numa entrevista exclusiva à agência Lusa, a propósito do lançamento do seu livro 'Louise Brown: A minha vida como o primeiro bebé-proveta do mundo', que sábado será lançado no Reino Unido, dia do seu aniversário, a primeira criança concebida através da Fertilização In Vitro (FIV) diz sentir-se uma pessoa "normal", mas com uma infância extraordinária, a qual atribui à forma inovadora como veio ao mundo.

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Louise conta que, quando tinha quatro anos, os pais mostraram-lhe o filme do seu nascimento: "Eles fizeram-no porque em breve eu ia para a escola e receavam que as outras crianças mencionassem o assunto. E também porque sabiam que a comunicação social iria tentar fotografar-me na escola e queriam contar-me a razão deste interesse por mim".

Método inovador

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Os pais de Louise - Leslie e John Brown - tentaram durante nove anos engravidar, sem sucesso. Coube à equipa de Patrick Steptoe e Bob Edwards, este último galardoado com o Prémio Nobel da Medicina, em 2010, proporcionar-lhes um filho através de um método então inovador e o qual tinham desenvolvido na década anterior: a Fertilização In Vitro (FIV), que consiste na junção dos óvulos com os espermatozoides em laboratório, com posterior transferência dos embriões para o útero.

"Os meus pais contaram-me que fui concebida de uma forma diferente das outras pessoas. Não tenho a certeza de ter percebido tudo na altura, mas tomei consciência de que era uma coisa diferente e que eu tinha sido a primeira no mundo", acrescentou.

Questionada sobre o impacto deste espírito pioneiro na sua vida, Louise recorda: "Houve momentos na minha vida mais jovem em que a constante atenção e interesse da imprensa foram demasiados para a minha família. Para ser honesta, era demasiado nova para me aperceber do que estava a acontecer".

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Assim que nasceu, Louise foi sujeita a "todos os tipos de exame" para avaliarem se era perfeitamente normal. "E eu era!", afirmou.

"Desde então, as pessoas aceitaram que nascer In Vitro não faz qualquer diferença para um ser humano", disse.

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