Produção de plásticos de uso único acelerou com a pandemia
Percentagem deste material que acaba por ser reciclado raramente ultrapassa os 14%.
Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a produção de plásticos sofreu uma diminuição em 2020, em comparação com o ano de 2019. No entanto, a utilização de plásticos de uso único tornou-se mais recorrente, sobretudo máscaras e luvas descartáveis, em consequência do estado pandémico, acelerando também a sua produção. Além disso, a percentagem deste material que acaba por ser reciclado, raramente ultrapassa os 14% (média dos países da OCDE da União Europeia) e a nível global mantém-se nos 9%.
Ainda, estes materiais são também deitados ao chão, que significa um notório aumento direto da poluição ambiental.
Segundo Carlos Arribas, responsável pelos resíduos da Ecologistas en Acción "devemos limitar a questão do plástico descartável" e a forma de o fazer é "na origem". O ecologista fala em impostos sobre estes produtos e ressalva a importância da utilização de material reciclado para a realização de embalagens.
Por outro lado, a OCDE considera que estas medidas não são eficientes, pois foram adotadas por mais de 120 países e "não estão a fazer o suficiente para reduzir a poluição global". A organização considera que a legislação apenas atua em produtos que causam pouco impacto, como, por exemplo, os sacos.
A produção de plástico atingiu 460 milhões de toneladas em 2019 e isso reflecte-se no nosso planeta. Este impacto é notório sobretudo nos meios aquáticos onde se acumula a maioria dos plásticos.
O estudo da OCDE revela que, apesar de 15% do plástico ser encaminhado para a reciclagem, 40% dele acaba por ser descartado como resíduo, grande parte acabando nos oceanos.
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