Professores sem propostas do Governo sobre tempo congelado
Fenprof ameaça com greve antes das próximas reuniões.
O Ministério da Educação não apresentou esta quarta-feira qualquer proposta concreta aos sindicatos, no primeiro dia das negociações sobre a recuperação do tempo de serviço congelado. "Viemos com a expectativa de conhecer as propostas, mas a reunião foi um bluff e a próxima foi marcada só para 28 de fevereiro", afirmou Mário Nogueira, que acusa o Governo de tentar adiar o problema e por isso ameaça com greves e protestos: "Não vamos esperar até dia 28 de fevereiro. Dia 9 vamos reunir com os restantes sindicatos e decidir as formas de protesto".
O Governo garantiu, em comunicado, que na próxima reunião "serão debatidos cenários concretos". E responsabilizou os sindicatos pela marcação do próximo encontro só para 28 de fevereiro, afirmando ser "
a data que garante a disponibilidade de todas as estruturas representativas dos trabalhadores". "O Governo acredita que é possível encontrar uma solução responsável, dentro dos mecanismos previstos no Estatuto da Carreira Docente, não estando excluído qualquer cenário, desde que sustentável e compatível com os recursos disponíveis", afirma o executivo, numa nota assinada pelos gabinetes dos ministro das Finanças e da Educação.
A Fenprof propõe que a recuperação do tempo congelado e o reposicionamento dos professores nos escalões mais avançados seja feita em cinco anos, entre 2019 e 2023. "Tem de haver uma recuperação média de 20 por cento por ano", disse Nogueira. Os restante sindicatos também se queixaram da falta de propostas do Governo, considerando a reunião de quarta-feira inútil. Recorde-se que estas negociações acontecem na sequência do compromisso assinado a 15 de novembro, no qual o Governo se comprometeu a reposicionar os professores na carreira tendo em conta o tempo de serviço que esteve congelado.
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