Conselho Nacional de Educação propõe fim do 2º ciclo do Básico

Maria Emília Brederode Santos diz que formato “não faz sentido” e deve mudar.

21 de novembro de 2018 às 01:30
Sala de aula Foto: Edgar Martins
Sala de aula Foto: Getty Images
Sala de aula Foto: Getty Images
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A reorganização dos ciclos de ensino e o fim do 2º ciclo (5º e 6º anos) voltam a estar em cima da mesa, após a recomendação feita pela presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE) Maria Emília Brederode Santos.

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"Seria de repensar a organização do Ensino Básico, designadamente a velha questão do 2º ciclo (um ano para entrar, outro para sair), dadas as dificuldades assinaladas nos anos de transição", afirma no prefácio do relatório ‘Estado da Educação 2017’, que é esta quarta-feira apresentado.

Segundo o relatório, nos anos de transição de ciclo há mais dificuldades e as reprovações aumentam. Questionada pelos jornalistas, a líder do CNE disse que o 2º ciclo "não faz sentido" e lembrou que nenhum país tem um formato igual ao português. Recorde-se que a reformulação dos ciclos de ensino constava do programa eleitoral do PS.

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A dirigente propõe ainda uma solução para as mudanças curriculares feitas ao sabor dos partidos no poder. "Urge institucionalizar um corpo de profissionais de desenvolvimento curricular que procedam a revisões regulares, periódicas e sistemáticas dos programas", defende. O relatório destaca os progressos da última década, mas também o que falta fazer.

A taxa de retenção em 2017 foi a mais baixa da década, mas ainda há 30% de alunos que chumba uma vez até aos 15 anos.

Apoio com tutorias chegou a 24 mil alunos

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O relatório do CNE indica que nos 663 agrupamentos/escolas que integram o Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar registou-se uma descida da retenção, em especial no 9º ano.

Ensino Secundário ganha 55 mil alunos

Nos cursos científico-humanísticos, o aumento foi de 11 mil alunos (5,8%).

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PORMENORES 

222 turmas com vários anos

Houve 222 turmas do 1º ciclo com alunos dos quatro anos de escolaridade no ano letivo 2016/17, a grande maioria (72%) em territórios do Interior.

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Básico perde 174 mil alunos

Nos últimos 10 anos, o Ensino Básico perdeu 174 mil alunos (15,3%). O 1º ciclo foi mais afetado, com menos 95 mil alunos.

0,4% de docentes sub 30

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Apenas 0,4 por cento dos professores portugueses no ensino público têm menos de 30 anos. No ensino privado, esta percentagem é de 6,2%.

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