Prova "só se justifica se se duvidar da formação" dos docentes
Conselho Científico do Instituto de Avaliação Educativa diz que a prova não é "fiável" e é "pouco fundamentada".
O Conselho Científico do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) defendeu num parecer que a validade da prova de avaliação docente é "pouco fundamentada", e que só se justifica se o Ministério da Educação duvidar da qualidade da formação inicial.
Num parecer sobre a prova de avaliação de capacidades e conhecimentos (PACC) dos professores, o Conselho Científico do organismo que coordena a aplicação da prova questiona a justificação para introduzir este exame entre a conclusão do curso superior e o período probatório de um ano, em que os professores são sujeitos a uma avaliação por parte de colegas mais graduados, ficando dependentes de uma avaliação igual ou superior a Bom para poderem ingressar na carreira docente.
O período probatório está previsto no Estatuto da Carreira Docente (ECD), o diploma legal que enquadra a profissão, e é uma das condições de acesso à carreira. No parecer, o Conselho Científico admite que com uma prova de avaliação nestes moldes, "o efeito previsível será, também, um empobrecimento geral da formação".
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