Provedora do Animal alerta para falta de meios e formação especializada em resgate
Laurentina Pedroso afirma que é preciso criar postos de socorro móveis para os animais, ambulâncias especializadas, hospitais de campanha e outros equipamentos especializados em socorro de animais.
A Provedora Nacional do Animal congratulou-se esta quinta-feira com a nova legislação que integra a busca e socorro animal no sistema de proteção civil, mas alertou para a falta de meios e formação especializada.
A nova legislação é um passo muito importante mas precisa de ser acompanhado de uma aposta na formação especializada e em meios de socorro específicos para animais, tanto domésticos como selvagens, afirmou Laurentina Pedroso em declarações à Lusa.
Para resgatar é preciso saber fazer triagem animal, alerta a Provedora, destacando que é preciso criar postos de socorro móveis para os animais, ambulâncias especializadas, hospitais de campanha e outros equipamentos especializados em socorro de animais, nomeadamente os de grande porte, como vacas e cavalos.
Com o novo regime, passa a existir o direito ao socorro dos animais, uma mudança que a Provedoria do Animal defende desde 2021, em propostas ao Governo, frisou.
Este novo regime altera a Lei de Bases da Proteção Civil, definindo a proteção civil como a atividade desenvolvida com a finalidade de prevenir riscos coletivos inerentes a situações de acidente grave ou catástrofe, de atenuar os seus efeitos e proteger e socorrer as pessoas, os animais e bens em perigo quando aquelas situações ocorram.
Através de uma alteração ao Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro, o novo regime altera a configuração do teatro de operações, que atualmente inclui zona de sinistro, zona de apoio e zona de concentração e reserva, acrescentando uma quarta zona para concentração de acolhimento de animais.
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