Reabertura das escolas com aulas de 15 em 15 dias
Escola em Almada reformula horários. Diretores dizem que "não há risco zero".
Cerca de 160 mil alunos do 11º e 12º anos regressam às aulas presenciais na próxima segunda-feira. Mas a recusa de muitos pais em autorizarem a presença dos filhos nas escolas está a criar uma dor de cabeça para as direções das instituições.
Na escola Básica e Secundária Anselmo de Andrade, em Almada, a estratégia adotada é os alunos irem à escola de 15 em 15 dias para terem aulas presenciais. Foi a solução encontrada quando a direção compreendeu que haveria muitas ausências de alunos, que preferem o ensino à distância. "Não nos pareceu adequado estragar o que estávamos a fazer por seis semanas", contou à RR o diretor da escola, Carlos Filipe Almeida.
"Os pais estão com muito receio. E a própria diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, referiu que não há risco zero", disse ao CM o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima. O dirigente lembrou que "as escolas possuem autonomia para a reorganização das aulas".
Na mesma linha, o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, referiu que "as escolas podem encontrar as soluções mais úteis para serem alcançados os melhores resultados nos exames finais". Manuel Pereira sublinhou que "as escolas tem de garantir as aulas", podendo acontecer que "estejam presentes 20 a 25% dos alunos, ou seja, mais de metade pode não aparecer".
Em Vila Nova de Gaia, a federação das associações de pais do concelho fez um inquérito em que 60% de um total de 1325 inquiridos discorda do regresso às aulas presenciais.
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