Registado recorde de dadores e de órgãos colhidos
Em 2025 houve mais 16 transplantes face a 2024 e registaram-se novos máximos de dadores e de órgãos colhidos no SNS.
O número de transplantes em Portugal subiu em 2025 e registaram-se novos máximos de dadores e de órgãos colhidos. Os dados do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), disponíveis no Portal da Transparência do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mostram que, no ano passado, foram realizados 948 transplantes, mais 16 que em 2024. O número fica, no entanto, abaixo do recorde registado em 2023, quando houve 968 transplantes no SNS.
O ano passado foi o terceiro consecutivo com mais de 900 transplantes feitos nos hospitais do SNS. Os transplantes de pulmão e de coração foram os que registaram maior aumento, com mais doze de cada órgão a ser feitos em relação ao ano anterior. O número de dadores atingiu um novo máximo, com mais oito que em 2024 e mais dez que em 2023. 370 dos 458 dadores doaram os órgãos após a morte, enquanto 88 foram dadores em vida, de rim ou porção de fígado.
As colheitas de órgãos atingiram um novo recorde (1180), mais 24 que em 2024 e mais 42 que em 2023. A maior subida nas colheitas foi de pulmão, de 106 para 126, seguindo-se o coração (mais dez colheitas).
Os dados mais recentes divulgados pelo IRODaT - Registo Internacional de Doação e Transplantação de Órgãos, revelam que, em 2024, Portugal era o 3.º país do mundo com mais dadores falecidos, com 36,7 por milhão de habitantes, apenas atrás de Espanha (54/milhão) e dos EUA (50/milhão).
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Transplantes40 anos do 1.º transplante cardíaco
Assinalaram-se a 18 de fevereiro 40 anos do primeiro transplante cardíaco realizado em Portugal, no hospital de Santa Cruz, em Carnaxide (Oeiras). A paciente, Eva Pinto, tinha 54 anos, e viveu com o coração transplantado durante nove anos, até à sua morte, em 1995. No ano passado, registou-se um recorde de transplantes de coração.
Todos são potenciais dadores
A legislação portuguesa define que todos os cidadãos podem ser dadores de órgãos, desde que não estejam inscritos no RENNDA (Registo Nacional de Não Dadores). Para doar pós-morte, esta deverá ocorrer num hospital, de forma a garantir que os órgãos são corretamente colhidos. É a equipa médica que determina se o falecido pode ser dador e de que órgãos.
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