Remédio Santo: MP pede penas de prisão efetiva
Serviço Nacional de Saúde terá sido burlado em mais de quatro milhões de euros.
Os 18 arguidos do processo ‘Remédio Santo’, acusados de associação criminosa, falsificação de documentos e burla qualificada ao Serviço Nacional de Saúde, na ordem dos quatro milhões de euros, conhecem hoje a sentença. A leitura do acórdão está marcada para as 14h00, no Campus da Justiça, em Lisboa, depois de já ter sido adiada duas vezes, a última das quais a 1 de dezembro.
Em julho, durante as alegações finais, o Ministério Público deu como provado o essencial da acusação e pediu penas de prisão efetiva, na sua maioria superiores a cinco anos, para 15 dos 18 arguidos.
De acordo com o procurador João Paulo Rodrigues, "é preciso que a população perceba que se aplicam penas justas e que o crime não compensa".
Entre os arguidos que alegadamente pertenciam a um esquema de uso fraudulento de receitas, pelo menos desde 2009, estão seis médicos, um dos quais está em prisão preventiva, dois farmacêuticos, sete delegados de informação médica, uma esteticista, um empresário brasileiro e um padeiro.
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