Representante do SIRESP diz que privados é que falharam no apagão

Representante afirma que a energia da rede SIRESP foi substituída por baterias e que, se os privados não tivessem falhado, "teríamos 80% de rede a funcionar".

14 de janeiro de 2026 às 20:29
Solução, diz O SIRESP, passa por ter a soberania sobre a componente de transmissão Foto: António Pedro Santos/Lusa
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O representante do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) disse esta quarta-feira que falhas de comunicações no apagão, em 28 de abril de 2025, são da responsabilidade das operadoras privadas.

Numa audição pelo grupo de trabalho da comissão parlamentar de Ambiente e Energia para apurar o que aconteceu no dia do apagão, Vítor Judicibus negou que tenham existido falhas no SIRESP, uma vez que a energia da rede que falhou foi substituída por baterias.

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"Não houve uma falha de energia do nosso lado. O que falhou foi a transmissão - a conectividade entre as torres e os transmissores", explicou o representante do SIRESP, que acrescentou que a transmissão que falhou está a cargo de operadores de telecomunicações privados.

"A transmissão é toda suportada através de redes comerciais. Nós não temos soberania sobre essas linhas de transmissão. Se tivéssemos tido transmissão, se essas conectividades não tivessem falhado, teríamos 80% de rede a funcionar", esclareceu.

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Para Vítor Judicibus, a solução para ultrapassar estes constrangimentos passa por ter a soberania sobre a componente de transmissão.

Em resposta aos deputados, o representante do SIRESP considerou ainda que "o 5G [5.ª geração de redes de telecomunicações móveis], neste momento, é um mito". "Não há 5G para comunicações críticas. Substituir o SIRESP é algo que para nós, SIRESP, não faz sentido", acrescentou.

A propósito do SIRESP, existe um grupo de trabalho que, segundo anunciou a ministra da Administração Interna em novembro do ano passado, foi retomado, depois de suspenso por possível conflito de interesses.

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Na altura da criação do grupo, que tinha como objetivo a substituição urgente do SIRESP, o Governo considerava que era necessário um novo sistema "mais robusto, fiável, resiliente e interoperável" devido às "limitações estruturais e operacionais em cenários de elevada exigência operacional".

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