Saiba tudo sobre o ébola
Perguntas e respostas sobre o vírus.
O que é?
O ébola é um vírus que foi pela primeira vez identificado em 1976 e provoca febres hemorrágicas. Não existe vacina, nem tratamentos específicos e a taxa de mortalidade situa-se entre os 25 e os 90 por cento.
Como a pessoa é infetada?
A infeção resulta do contacto direto com líquidos orgânicos de doentes - como sangue, urina, fezes, sémen. A transmissão da doença por via sexual pode ocorrer até sete semanas depois da recuperação clínica. O período de incubação da doença pode durar até três semanas.
Os surtos
Desde 1976 registaram-se vários surtos, nenhum com tantos infetados e países atingidos como o atual, que começou em fevereiro.
Paciente zero
Uma criança com dois anos que vivia na Guiné-Conacri foi, segundo o The New England of Medicine, o paciente zero deste surto, tendo morrido em dezembro de 2013. Países afetados Até ao momento registaram-se surtos na Guiné-Conacri, Libéria, Serra Leoa e Nigéria.
Fora de África
A auxiliar de enfermagem espanhola Teresa Romero, 44 anos, foi a primeira pessoa a ser contagiada fora de África. Foi internada a 6 de outubro e, após vários tratamentos, foi dada como curada.
Quais os sintomas?
A febre costuma ser o principal sinal, acompanhada de fraqueza e dores musculares, de cabeça e de garganta. Outros sintomas nos tempos seguintes são náuseas, diarreia, feridas na pele, problemas hepáticos e hemorragia interna e externa. Entre a infeção pelo vírus e os primeiros sintomas podem decorrer entre dois e 21 dias.
Como se trata?
Não existe cura nem um tratamento específico para a febre hemorrágica provocada pelo vírus. A estes doentes são dados os tratamentos que costumam ser administrados nos cuidados intensivos, com destaque para a hidratação.
A vacina
A Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou, no final de outubro, o arranque dos primeiros testes de uma vacina experimental contra o vírus. Os reguladores suíços autorizaram o início dos testes desta vacina experimental, desenvolvida pela britânica GlaxoSmithKline (GSK).
O vírus e os cães
Em Espanha, as autoridades optaram por abater o cão da auxiliar de enfermagem contaminada com ébola. Em Portugal, o diretor-geral da Saúde, Francisco George, esclareceu que o vírus nunca foi detetado num cão, apesar de a infeção ser comum a animais e seres humanos.
Quais os hospitais de referência?
Em Portugal, os hospitais para onde serão encaminhados os doentes suspeitos de estarem infetados com o vírus são os hospitais Curry Cabral (com o Egas Moniz em segunda linha) e Dona Estefânia (para crianças), em Lisboa, e São João, no Porto.
Qual o laboratório de referência?
O laboratório de referência em Portugal é o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.
Qual é a resposta de emergência médica?
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem equipas especializadas, com formação específica e equipamento de proteção elevado. Serão estas equipas que irão acompanhar os casos suspeitos ou de doença e encaminhá-los para os hospitais de referência.
Que medidas as autoridades portuguesas têm em vigor (anunciadas pela Direção Geral da Saúde)?
- A DGS analisa atualmente os equipamentos de proteção individual a utilizar pelos profissionais de saúde e também o contexto da sua utilização.
- Reforço da articulação internacional, nomeadamente com a Organização Mundial de Saúde (OMS), com o European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC), em Estocolmo, e com outros Estados.
- Recomendação aos cidadãos para que ponderem viajar apenas em situações essenciais, tendo em atenção o princípio da precaução, apesar de não estarem interditadas, atualmente, viagens internacionais para áreas afetadas.
- Os viajantes são alertados para procurarem aconselhamento médico caso se verifique exposição ao vírus ou desenvolvam sintomas de doença. Portugal tem em estado de prontidão mecanismos para detetar, investigar e gerir casos suspeitos de doença por vírus ébola, incluindo capacidade laboratorial para confirmação da doença.
- Estão previstas medidas para facilitar a repatriação dos cidadãos que possam ter estado expostos ao vírus.
- Desde o dia 27 de outubro que a DGS disponibiliza um site com informação específica sobre o vírus: www.ebola.dgs.pt
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