Sindicato desconvoca greve dos operadores de comunicações da Proteção Civil

Em causa está a elevação do Estado de Prontidão Especial para o nível III determinado na quarta-feira pela ANEPC, devido ao agravamento do perigo de incêndios rurais.

02 de julho de 2026 às 10:56
Proteção Civil xxx Foto: André Kosters/Lusa
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O Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SinFAP) desconvocou a greve dos operadores de telecomunicações de emergência da Proteção Civil que terminaria na sexta-feira, informou o SinFAP.

Em comunicado datado de quarta-feira, o SinFAP justifica a desconvocação da paralisação, iniciada na passada segunda-feira, com a elevação do Estado de Prontidão Especial para o nível III determinado na quarta-feira pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), devido ao agravamento do perigo de incêndios rurais.

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Segundo o sindicato, tal implica "um nível de empenhamento diferenciado de todos os operacionais envolvidos no sistema de proteção e socorro, tornando indispensável um reforço das salas de operações".

"A manutenção da greve poderia comprometer essa capacidade de reforço, situação que o SinFAP entende não ser compatível com o interesse público e com a missão desempenhada pelos operadores de telecomunicações de emergência", explica o sindicato.

Na segunda-feira, o presidente do SinFAP, Alexandre Carvalho, fez, em declarações à Lusa, um balanço positivo da paralisação, sublinhando que os principais objetivos do protesto tinham já sido atingidos: "dar visibilidade aos trabalhadores e forçar o Governo a criar abertura no diálogo".

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Os operadores de telecomunicações de emergência exigem a criação de uma carreira própria, entre outras reivindicações.

A greve, com serviços mínimos, não tem afetado o socorro, tendo ficado apenas por realizar tarefas administrativas.

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