Sindicato dos Guardas Prisionais admite desconvocar greve após reunião com direção-geral
Presidente do SNCGP adiantou que "está a ser feito um caminho para desconvocar a greve" em Vale de Judeus.
O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) esteve esta quarta-feira reunido com o diretor das prisões e admitiu que a greve marcada na terça-feira na cadeia de Vale de Judeus pode ser desconvocada.
À Lusa, o presidente do SNCGP, Frederico Morais, adiantou que "está a ser feito um caminho para desconvocar a greve" em Vale de Judeus, prevista para o período entre os dias 10 de março e 30 de abril.
"A Direção-Geral [de Reinserção e dos Serviços Prisionais] mostrou investimento em Vale de Judeus", disse Frederico Morais, acrescentando que o encontro de esta quarta-feira "foi bastante produtivo".
Os guardas prisionais avançaram com um pré-aviso de greve para reivindicar mais segurança na prisão de Vale de Judeus e, depois do encontro de esta quarta-feira, o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional diz ter visto soluções.
Uma das reivindicações estava relacionada com a falta de rede nos pátios e, segundo o presidente do SNCGP, as mesmas serão colocadas dentro de dias, assim como a limpeza dos espaços também será feita - tudo com mão de obra da população prisional.
Em comunicado enviado esta quarta-feira às redações, a DGRSP detalhou que o plano de reforço e de modernização da prisão de Vale de Judeus é de cerca de 4,5 milhões de euros, com mais de metade do orçamento já executado.
Um dos avanços está relacionado com os inibidores de sinal, cuja montagem está em fase final, acrescentou a DGRSP.
A construção de duas torres de vigilância foi outro dos reforços, tendo a Direção-Geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais lançado dois concursos que não atraíram candidatos e, segundo as últimas informações prestadas à Lusa, será lançado um terceiro concurso.
Caso a greve avance, a mesma será total e, por isso, funcionarão apenas os serviços mínimos. Por exemplo, os presos da cadeia de Vale de Judeus que não têm atividades - não estudam, nem trabalham - terão o horário de pátio reduzido e vão ficar nas respetivas celas 22 horas por dia.
O número de visitas também será reduzido para todos os presos, que "passam a ter só uma visita por semana", acrescentou o presidente do sindicato que emitiu o aviso prévio de greve, referindo ainda que a greve terá impacto nas idas a consultas e a tribunal.
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