Sindicato e trabalhadores falam em "falácia" na reforma do INEM
Técnicos e comissão de trabalhadores da emergência pré-hospitalar contestam as mexidas previstas pelo Governo e associam-se às queixas deixadas por ex-presidentes do instituto.
As mexidas no INEM, já classificadas como uma “revolução” na emergência médica, são vistas como “uma falácia” pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH). “A revolução no INEM assenta em informações enganadoras e suscetíveis de induzir a opinião pública em erro”, argumenta o sindicato.
De acordo com uma nota do STEPH, a “criação de uma ‘pool’ de 40 ambulâncias para doentes críticos e para resposta a picos de pedidos de socorro” trata-se, na verdade, de retirar 56 ambulâncias de emergência médica. Passam assim a haver “apenas 39 ambulâncias colocadas nas Unidades Locais de Saúde para assegurar transporte inter-hospitalar de doentes”.
Critica semelhante é feita pela Comissão de Trabalhadores, numa nota publicada no Facebook. “Menos meios não são reforço. Menos resposta pública não é reforma”, disseram, acrescentando que “o que está em curso não é uma revolução. É o desmantelamento progressivo do INEM”.
Comissão de trabalhadores diz haver risco de “desmantelamento” do INEM
Segundo o STEPH, há “uma redução efetiva dos meios disponíveis” nos meios de socorro. Ainda que o número total se mantenha, o STEPH alerta para a perda de “capacidade de transporte de doentes”. “Não é aceitável comparar dois meios de emergência, quando um tem médico e outro não”. Os técnicos dizem ainda ser “irrealista” garantir resposta inferior a oito minutos.
O STEPH associa-se às críticas deixadas por quatro ex-presidentes do INEM. Entre outras, os antigos responsáveis consideram que, ao dedicar-se a doentes não urgentes, as alterações fragmentam a emergência médica.
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