Sindicatos criticam suspensão dos concursos do Metro e Carris

A Federação sublinha a postura do Governo dá força às greves já marcadas.

06 de maio de 2015 às 18:36
manifestação Foto: António Cotrim/Lusa
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Os sindicatos de transportes criticaram esta quarta-feira a decisão do Governo de invocar o "interesse público" para travar a suspensão do processo de subconcessão das empresas lisboetas Carris e Metro, defendendo que só reforça opção pelas greves já marcadas.

A reação dos sindicatos surge um dia após de o Governo ter anunciado que as empresas invocaram o "interesse público" junto do Tribunal Administrativo de Lisboa, travando assim a suspensão dos concursos de subconcessão, decretada anteriormente por este tribunal ao aceitar as providências cautelares interpostas pela Câmara Municipal de Lisboa.

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"Com a invocação do 'interesse público' para travar a suspensão do processo de privatização da Carris e do Metro, decorrente da aceitação das providências cautelares, [o Governo] demonstra que está num processo de roda livre para executar as diretivas que recebe dos grupos económicos e financeiros a quem serve com a sua política", refere a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) em comunicado esta quarta-feira divulgado.

Os sindicatos lamentam ainda que o Governo avance com o processo mesmo depois de o Tribunal Administrativo de Lisboa ter encontrado razões para a sua suspensão.

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"O que é preciso é privatizar, mesmo que no respetivo processo haja matérias que possam ser questionadas do ponto de vista legal, conforme entende o tribunal que há", aponta a Fectrans.

Na mesma nota, a Federação sublinha que esta postura do Governo vem dar mais força às greves já marcadas pelas duas empresas para este mês.

"A posição do Governo vem colocar aos trabalhadores a exigência de reforço da mobilização nas lutas marcadas - greve da Carris a 14 de maio do Metro a 19 - e da ação de todas as empresas com processos de privatização em curso ou anunciados", disse a federação de sindicatos, para quem "o interesse público se defende com a paragem do processo de privatização em curso".

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