SNS bate recorde de gastos em remédios

Portugueses são dos últimos a ter acesso a fármacos inovadores na Europa.

20 de maio de 2026 às 01:30
Medicamentos inovadores explicam aumento da despesa Foto: iSTOCKPHOTO
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Os gastos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em medicamentos estão a crescer a dois dígitos desde 2020, tendo sido registado um novo máximo em 2025, com 4 417 milhões de euros, numa subida de 60% em relação aos 2 758,6 milhões despendidos no ano da pandemia de Covid-19. Os hospitais representam a maior fatia da despesa, com 2 523,2 milhões de euros, enquanto a comparticipação de fármacos em ambulatório custou 1 893,8 milhões, noticiou a Lusa com base em dados do Infarmed.

Os dados indicam também um aumento de 4,9% dos gastos das famílias com medicamentos em 2025, tendo atingido os 966,1 milhões de euros. No primeiro trimestre deste ano, a despesa dos utentes foi 243,1 milhões de euros, mais 1,3% do que no mesmo período de 2025.

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Os novos remédios inovadores são a principal explicação para o aumento de despesa.

“Devemos ter mecanismos que permitam que o custo seja o menor possível, mas que não limitem o acesso à inovação terapêutica”, disse Hélder Filipe, bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, alertando para “a estagnação da quota de medicamentos genéricos”, o que pode dificultar o acesso aos remédios.

O acesso aos medicamentos inovadores é aliás muito desigual na Europa, com Portugal a ser o segundo país com maior tempo médio de espera (784 dias), superando apenas a Roménia (1201 dias), enquanto os alemães esperam apenas 56 dias, revela um estudo da Federação Europeia das Indústrias e Associações Farmacêuticas, que fala num "um cenário de desigualdade crescente".

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