Surto de hepatite A em Setúbal. Maioria dos infetados são adolescentes
Cerca de 100 pessoas foram vacinadas contra a doença desde sábado.
Um surto de hepatite A, que começou na semana passada, infetou pelo menos 20 pessoas em Setúbal. Maioria dos doentes são adolescentes, sendo que uma rapariga de 12 anos deu entrada no Hospital Santa Maria em estado grave.
A menina foi transferida do Hospital de Setúbal para o Santa Maria, em Lisboa, na semana passada. O quadro clínico da jovem, que já se encontra fora de perigo, está a evoluir favoravelmente.
A Unidade de Saúde Pública da Unidade Local de Saúde da Arrábida (ULSA) adianta que está a reforçar medidas de saúde pública e que, para conter a transmissão da doença, a autoridade de saúde começou, no passado sábado, uma campanha de vacinação dos adolescentes que terão estado em contacto com algum jovem infetado. Até ao momento, estima-se que cerca de 100 pessoas já foram vacinadas.
A campanha efetuada na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de São Sebastião continuará durante esta quarta-feira e será retomada no próximo sábado.
Também foi iniciada uma campanha de sensibilização junto da comunidade escolar e encarregados de educação, alertando para o perigo do vírus altamente contagioso que pode provocar uma inflamação aguda no fígado.
A origem do surto ainda não é conhecida, mas acredita-se que a doença terá sido importado do Algarve, região onde houve um surto entre agosto e novembro do ano passado.
"A ULSA está a acompanhar um aumento de casos de hepatite A no concelho de Setúbal", refere a ULSA em nota de imprensa, segundo a qual, "até à data, não foi estabelecida associação com o eventual consumo de alimentos específicos ou água contaminada".
"Foi também solicitada a colaboração de entidades externas de apoio social", sublinha a ULSA, alertando para a importância do cumprimento rigoroso das medidas de saúde pública, nomeadamente, a "lavagem das mãos antes e depois das refeições, higienização dos espaços de confeção de alimentos, cuidados reforçados com a higiene pessoal, especialmente da região genital e perianal, antes e após o uso de instalações sanitárias e após relações sexuais".
A ULSA salienta, ainda, que "a vacinação contra a hepatite A (após avaliação e risco de exposição realizada pela autoridade de saúde) e a adoção de boas práticas de higiene pessoal, familiar e doméstica continuam a ser as formas mais eficazes de prevenir a doença".
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