Técnicos de Emergência-Pré-Hospitalar em greve ao trabalho administrativo no final do mês

Em causa está a retirada de competências e a não aplicação dos compromissos assumidos na área da formação.

16 de março de 2026 às 07:29
Hospital Foto: PEXELS
Partilhar

Os técnicos de emergência pré-hospitalar do INEM vão estar em greve ao trabalho administrativo a partir do final do mês, contra a retirada de competências e a não aplicação dos compromissos assumidos na área da formação.

A greve, convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), arranca às 00h00 do dia 31 de março e estende-se por tempo indeterminado, alargando-se ao trabalho não urgente, à lavagem interior e exterior semanal dos meios de emergência médica, garantindo, contudo, a limpeza e desinfeção após serviços, durante os turnos.

Pub

A paralisação estende-se igualmente à elaboração da 'check-list' base de material, garantindo, no entanto, que quando o 'stock' estiver esgotado ou próximo disso será formalmente informado o departamento de logística do INEM.

Esta 'check-list' é feita uma vez por semana e resulta na comunicação ao departamento de logística de todo o material gasto nessa semana, para que seja reposto.

No pré-aviso, a que a Lusa teve acesso, o STEPH aponta a falta de cumprimento dos compromissos assumidos pelo presidente do INEM e a retirada de competências a estes técnicos, explicando que estava previsto o alargamento de competências a todas as ambulâncias do sistema.

Pub

A greve serve também para contestar o facto de a formação destes técnicos ter sido retirada das instituições de ensino superior, assim como a suspensão dos estágios em ambulância escola, que o sindicato considera que coloca em causa o processo formativo e a validação em contexto real das competências adquiridas.

Em agosto do ano passado, o STEPH levantou uma greve idêntica a esta que já durava há mais de dois anos, tendo como contrapartida a aplicação, até final do ano, dos protocolos previstos, o que acabou por na acontecer.

A última greve convocada pelo STEPH, às horas extraordinárias, acabou por coincidir com a greve geral convocada para a função pública em novembro de 2024, numa situação que afetou a prestação de cuidados de emergência pré-hospitalar.

Pub

Durante o período em que coincidiram as duas greves registaram-se pelo menos 12 mortes de utentes que tinham chamado o INEM e em três destes casos a inspeção-geral da saúde associou os óbitos ao atraso no socorro.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar