Três desalojados em Portalegre na sequência do 'mar de lama'

Presidente da Câmara, Fermelinda Carvalho, explicou que as três pessoas vão ser realojadas "em princípio" numa habitação do município.

05 de fevereiro de 2026 às 16:06
Três desalojados em Portalegre na sequência do 'mar de lama' Foto: Nuno Veiga
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Três pessoas ficaram esta quinta-feira desalojadas em Portalegre na sequência do 'mar de lama', com pedras à mistura, vindo esta quinta-feira da Serra de São Mamede, devido à depressão Leonardo, disse fonte do município.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, explicou que as três pessoas vão ser realojadas "em princípio" numa habitação do município.

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"Nós oferecemos essa ajuda porque percebi que o rés-do-chão está extremamente sujo, cheio de lama. Entre colocá-las num hotel ou colocá-las numa casa de câmara, mobilada e para situações desta natureza, eu ofereci a ajuda e as pessoas aceitaram e, em princípio, vão para esta casa, se não mudarem de ideias", disse.

A autarca indicou ainda que as entradas comuns de vários prédios na Avenida de Santo António, a mais afetada, estão "muito sujos" e os serviços municipais, entre outras equipas, estão a proceder aos trabalhos de limpeza.

"Eu quero crer que, até à noite, fica tudo limpo, dentro do possível, obviamente", disse.

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Fermelinda Carvalho, que espera ainda esta quinta-feira reabrir a Avenida de Santo António ao trânsito de forma "condicionada", indicou que devido ao mau tempo "várias escolas encerraram" no concelho, sem especificar um número total.

A autarca revelou ainda que aceitou a ajuda do Exército, pelo que vários militares do quartel de Estremoz, no distrito de Évora, estão a ajudar nos trabalhos de limpeza "pelo menos durante o dia de hoje".

Dezenas de automóveis sofreram esta quinta-feira danos e outros foram arrastados em Portalegre na sequência do 'mar de lama'.

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Fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e proteção Civil do Alto Alentejo especificou que os locais mais atingidos da cidade foram a Avenida de Santo António e a entrada principal do Hospital de Portalegre, tendo o alerta sido dado pelas 06h49.

"A ribeira galgou as margens e essa inundação fez literalmente os carros virem barreira abaixo", arrastando veículos, detritos e pedras, disse a mesma fonte, revelando que a entrada principal do hospital "ficou inoperacional".

O Plano de Emergência do hospital de Portalegre foi acionado, devido aos danos em acessos àquela unidade, disse à Lusa o porta-voz da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo, Ilídio Pinto Cardoso, que frisou não existir qualquer ferido causado pelo mau tempo.

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Segundo a mesma fonte, "apenas pelo lado do Serviço de Urgência" é possível aceder ao hospital, ou seja, através da Avenida Pio XII, "mas com alguns constrangimentos".

Nas operações de socorro, além dos militares, estão envolvidos 54 operacionais dos bombeiros, Proteção Civil municipal, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e PSP, auxiliados por 25 viaturas.

Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das tempestades Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.

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O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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