Um quarto dos bebés nascidos em 2024 são de mães estrangeiras. Percentagem disparou nos últimos 10 anos
Nados vivos de mães estrangeiras disparam em dez anos. Aumentou a mortalidade infantil por causas evitáveis e preveníveis.
Em 2024, cerca de 26,2% dos nados-vivos em Portugal corresponderam a filhos de mães estrangeiras, de acordo com dados divulgados ontem pela Direção-Geral da Saúde. No Relatório da Mortalidade Fetal e Infantil 2022-2024, é referido que a percentagem de bebés nascidos filhos de mães estrangeiras disparou nos últimos 10 anos, passando de 8,6% em 2015 para 26,2% em 2024.
No documento, é indicado que no triénio 2022-2024 a taxa de mortalidade infantil (até 1 ano) foi de 2,8 por cada 1000 nados-vivos, enquanto a mortalidade fetal (de 28 ou mais semanas de gestação) foi de 4,0/1000 nascimentos, sendo mais elevada em 2024 (4,1). Nos três anos houve um total de 1011 óbitos fetais, e nos últimos dez anos a taxa de mortalidade fetal é mais elevada nas mães estrangeiras.
No caso da mortalidade infantil, segundo a DGS, houve um aumento dos óbitos por causas evitáveis e preveníveis, como doenças infecciosas e respiratórias ou anomalias congénitas. Nos três anos, houve 704 óbitos de crianças até 1 ano.
A DGS divulgou também o Relatório da Mortalidade Materna 2020-2024, que mostra que entre 2015 e 2024 registaram-se 108 óbitos maternos (durante a gravidez ou até 42 dias após o parto), com um rácio de mortalidade materna de 12,7 óbitos por 100 mil nados vivos.
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