"Tempestade Kristin poderá ter sido a mais forte desde que temos registo", revela IPMA

Autoridades alertam para o risco de cheias associadas à chuva da próxima semana. Norte e Centro do País serão as regiões mais afetadas.

30 de janeiro de 2026 às 16:56
Norte e Centro do País serão as regiões mais afetadas nos próximos dias Foto: Hugo Delgado/Lusa
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No mais recente ponto de situação do estado do mau tempo no País, até às 15h00, as autoridades de proteção civil alertaram que os próximos dias vão continuar a trazer desafios, sobretudo ao nível das chuvas. O IPMA alerta mesmo que é esperada "precipitação em praticamente todo o território" já a partir de domingo e que se prolongará por vários dias, alertando para os desafios que a chuva poderá colocar e o risco de cheias associada.

"A próxima semana será muito chuvosa", alertou a autoridade meteorológica, descrevendo a precipitação que aí vem como "acima da média".

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O foco da precipitação, acrescenta, será no Norte e Centro do território. No balanço até ao momento, as autoridades afirmam que a depressão Kristin, poderá ter sido "a maior tempestade a atingir o país desde que temos registo".

A possibilidade de cheias no território nos próximos dias está a ser acautelada. De acordo com a Associação Portuguesa do Ambiente (APA), deverão ter lugar várias descargas controladas por forma a gerir o problema. "Vamos provocar pequenas cheias, para não termos uma cheia descontrolada", referiu aquela autoridade.

Apelando à prevenção das populações, as autoridades afirmaram que questões relacionadas com a reposição de energia e o fornecimento de geradores estão também a ser acauteladas, ainda que estes equipamentos não se encontrem no terreno em vários locais afetados. "Acredito que em algumas zonas ainda não tenham chegado geradores, mas todos os pedidos estão a ser supridos", referiu o presidente da Proteção Civil.

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Durante o ponto de situação, as autoridades confirmaram falhas pontuais na rede SIRESP, mas afirmaram que esta não comprometeu a resposta. "As comunicações no distrito de Leiria e noutros distritos mais afetados têm mantido uma base SIRESP constante", referiu o comandante Mário Silvestre da Proteção Civil. "Não quer dizer que não tenhamos algumas dificuldades, uma rede destas não é infalível. Mas não tem sido por falta de comunicação entre os agentes da proteção civil que temos tido dificuldades", realçou.

José Pimenta Machado, da Agência Portuguesa do Ambiente, frisou a natureza atípica do fenómeno dos últimos dias. "Estamos a viver um tempo execional, a água que vamos ter na semana seguinte é muito acima da média. Temos uma anomalia na precipitação, é anomalia sobre anomalia", afirmou o responsável, lembrando que "o clima está a mudar" e que fenómenos como a depressão Kristin "desafiam-nos a todos".

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Ilustrando, lembrou que, há apenas dois anos, o Algarve tinha "a pior situação de sempre" em termos de seca. "Hoje temos as barragens todas cheias e a ponto de se fazer descargas preventivas".

A Proteção Civil, por seu turno, garantiu que os bombeiros estiveram "desde o primeiro minuto" no terreno e que dezenas de equipas ainda permanecem a dar resposta às populações.

Já sobre o clamor das populações nas zonas mais afetadas, garantiu que estas "não foram abandonadas".

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"Percebo que as pessoas, com falta de energia elétrica e comunicações, se sintam isoladas, e com isso venha a sensação de abandono. De qualquer forma, desde o primeiro minuto a nossa prioridade foi a desobstrução das estradas para fazer o necessário socorro", reforçou Mário Silvestre.

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